sábado, 27 de setembro de 2014

Intolerância Jovem é atacado e tem cabelo queimado durante ritual de purificação de gays, em BH.

Um homem de 19 anos foi atacado e torturado em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, para um "ritual de purificação". De acordo com o jornal "O Tempo", ele teve a barba e os cabelos queimados, os braços machucados e chegou a perder a consciência.
Em depoimento, o jovem relatou que na última quarta-feira (17), e em plena luz do dia, foi abordado na rua por dois homens que estavam dentro de uma Kombi branca - os mesmos que o agrediram cinco dias antes.
"Eles estavam com facas e me obrigaram a entrar no veículo", afirma o jovem que recebia agressões no abdômen e ao mesmo tempo escutava orações. "Eles pediam perdão pelos meus pecados, pediam que eu fosse salvo".
Depois, os agressores enrolaram um objeto feito de lã no braço da vítima e atearam fogo. "Desmaiei. Não sei se pelo cheiro da fumaça, pela dor ou pelo estresse do momento", afirma ele, que teve a barba e os cabelos queimados.
A vítima foi abandonada em uma rua próxima do local onde foi abordado e foi socorrido pelo namorado e um amigo. Ao seu lado foi encontrada uma carta, que dizia fazer uma "limpeza em Betim e trazer o fogo da purificação a cada um que andar nas ruas declarando seu 'amor' bestial".
O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia de Betim e é investigado como tentativa de homicídio e crime religioso.

Dois crimes bárbaros Gay de 51 anos é assassinado em Uberlândia, e jovem de 15 é encontrado morto em Fortaleza.

Sérgio Ricardo Chadu, de 51 anos, é mais uma vítima da violência homofóbica no Brasil. Ele, homossexual assumido, foi assassinado a tijoladas no domingo (21) em um beco da Avenida Belo Horizonte, na região central de Uberlândia.
De acordo com reportagem do SBT local, ele foi encontrado pela polícia militar depois que moradores escutaram os gritos de Sérgio e os barulhos das agressões que ele sofreu.
A vítima, que era funcionário público, teve esmagamento do crânio com exposição de massa encefálica. Ao lado do corpo, estavam alguns pertences como anel, relógio e um controle com chave.
A polícia cogita latrocínio, que é roubo seguido de morte, por não encontrar a carteira e nem a documentação da vítima. Mas amigos acreditam que o crime seja motivado por homofobia.
Na noite do crime, Sérgio foi visto na companhia de um homem alto, moreno claro e magro.
OUTRO CRIME
Desaparecido há dois dias, o adolescente Alisson Silva Lima Bezerra, de 15 anos, foi encontrado morto na última quinta-feira (18) em um rio no Conjunto Arvoredo, no bairro José Walter, em Fortaleza.
Ele foi assassinado com golpes de facão. A polícia suspeita que o crime seja motivado por homofobia.
Até o momento, 216 assassinatos de LGBTs ocorreram no Brasil somente em 2014.

Pela causa Pais de adolescente gay que cometeu suicídio tornam-se ativistas LGBT.

Jane e Joseph Clementi, os pais do norte-americano Tyler Clementi, que cometeu suicídio aos 18 anos em 2010, após ser vítima de bullying, dedicam a vida para garantir o bem estar de pessoas LGBTs.
Por meio de uma ONG que leva a nome do filho, eles enfrentam a dor da perda e lutam para que a tolerância e o respeito sobre o grupo LGBT seja disseminado para a sociedade.
O adolescente se jogou da ponte George Washington, que une Nova York e Nova Jersey, em setembro de 2010, depois que descobriu que havia sido gravado pelo companheiro de quarto fazendo sexo com outro rapaz, e que as imagens estavam na internet.
A "Tyler Clementi Foundation" visa conscientizar e dar suporte sobre o bullying e o cyberbullying contra o grupo LGBT e suas famílias. Eles usam o caso do filho como exemplo e diz que, Tyler tivesse dito o que aconteceu, poderia ter impedido a sequência de fatos que levou ao suicídio.
"Nós poderíamos ter nos escondido. Mas nós não queríamos ver isso acontecendo com outros jovens, afetando outras famílias como afetou a nossa", afirmou Joseph a um jornal. A página da ONG dá assessoria e apoio às famílias LGBT afetadas com o cyberbullying e, neste mês, foi mencionada pela cantora Demi Lovato.
Vale ressaltar que o responsável pela gravação, Dharun Ravi, foi condenado a uma pena de 30 dias de prisão e três anos de liberdade assistida.

Aceite-me, eu amo isso! Senador americano sai do armário durante coletiva de imprensa.

Os participantes de uma coletiva de imprensa convocada para condenar crimes homofóbicos no Estado da Pensilvânia, nos EUA, foram surpreendidos pela declaração do senador democrata Jim Ferlo (foto), que saiu do armário no meio do evento. "Eu sou gay. Aceite. Eu amo isso", disse o parlamentar, de acordo com um áudio publicado na web e repercutido pela imprensa do país.
A jornalista Mary Wilson, que gravou as palavras, publicou em seguida um tweet afirmando que ele é o primeiro senador assumido do Estado a se declarar publicamente. Ferlo é o responsável por um projeto de lei para expandir os crimes de ódio, incluindo agressões a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transsexuais. A iniciativa foi motivada por um incidente no início do mês no qual dois gays foram espancados no estado.
"Nunca neguei minha homossexualidade... Só nunca fiz uma declaração oficial", disse o político. "Centenas de pessoas sabem que eu sou gay. Nunca senti que precisava usar um outdoor na minha testa. Mas eu sou gay. Aceite. Eu amo isso. É uma vida ótima", afirmou Ferlo, que depois garantiu não ter planejado tocar no assunto.
Três pessoas foram acusadas por agredir dois gays na Filadélfia no último dia 11 de setembro. Eles foram indiciados por agressão, levar perigo a outros e conspiração criminosa. Mas não puderam ser acusados por crime de ódio. Já foram expedidos mandados de prisão contra eles.

Punição severa Corinthians e São Paulo podem ser punidos em até 100 mil por gritos homofóbicos.

O jogo que ocorreu no domingo (11) entre São Paulo e Corinthians mostrou que os torcedores não estão dispostos a abandonar a utilização de termos homofóbicos para ofender ou provocar o time adversário. Agora, o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva vai analisar as manifestações e pode punir os clubes.
Depois que o goleiro santista Aranha foi chamado de "macaco" pela torcida do Grêmio, o STJD está em busca de acabar com toda forma de preconceito nos estádios.
A procuradoria informa que analisará se os gritos possuem cunho discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, conforme prevê o artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. E a multa pode ser de R$100 a 100.000, ou custar três pontos na competição.
Serão ouvidos pelo auditor Caio Rocha, presidente do STJD, depoimentos do trio de arbitragem, dos presidentes Mário Gobbi e Carlos Miguel Aidar, e os goleirosCássio e Denis. Caio emitirá um parecer final para indicar se haverá a denúncia ou o arquivamento do caso.
Pelos gritos é possível ter um panorama evidente. O São Paulo entonou o cântico: "Gambá, me diz como se sente/ Por que você gosta de beijar?/ Ronaldo saiu com dois travecos/ O Sheik, selinho ele foi dar/ Vampeta posou pra G/ Dinei desmunhecou/ Na Fazenda de calcinha ele dançou/ Não adianta argumentar/ Todo o mundo já falou/ Que o gavião virou um beija-flor".
Já os torcedores do Corinthians ignoraram o manifesto divulgado pelo clube e chamavam o goleiro Denis de "bicha" cada vez que a bola estava em suas mãos.

Ataque covarde Candidato é vítima de ataque homofóbico e leva pedrada durante panfletagem no Amapá

Waldir Pires Bittencourt, que é candidato a deputado federal pelo PSOL, foi atacado nessa quarta-feira (24) enquanto fazia panfletagem na Rua Claudomiro de Moraes, em Macapá, Estado do Amapá.
De acordo com ele, há dias ele recebe ameaças virtuais, dentre elas uma foto com um "x", que dizia: "não vote em um assassino hipócrita, que defende o aborto e o casamento de gays".
Waldir afirma que no dia do ataque recebeu uma mensagem de texto com dizeres homofóbicos. "É claro que fiquei assustado, não tenho família de sangue no Amapá, mas não poderia me intimidar e segui com a minha campanha".
Durante a panfletagem, um carro passou ao seu lado e uma pessoa jogou uma pedra no candidato em plena luz do dia. Ela acertou a testa e o rosto dele, que começou a sangrar. "Vivemos em um país homofóbico e violento, onde pessoas que defendem as liberdades individuais podem a qualquer momento sofrer uma agressão".
Ele afirma que foi à delegacia registrar um Boletim de Ocorrência e que o exame de corpo de delito será feito nesta quinta-feira, 25.
"Denuncio este caso para que a sociedade tenha cada dia mais consciência da barbaridade fundamentalista que é agredir ou matar uma pessoa por sua orientação sexual. Seguimos em frente, pela criminalização da homolesbotransfobia".

Seja Fabuloso! Da inexistência do homossexualismo invisível: onde está a validação que todos buscamos?

Eles são discretos, respeitáveis e não partilham de algumas das vivências que formam a identidade gay. Não foram perseguidos na infância e só passaram a desejar uma Barbie depois que aprenderam que homens musculosos também são chamados assim. Se não fosse o fato de se relacionarem com outros homens, poderiam até passar por heterossexuais! Não é essa a igualdade, a validação que todos buscamos? Contudo, se um indivíduo não está “nem lá e nem cá”, onde se localiza? Quem é esse “gay invisível”?
A heterossexualidade nasceu da homossexualidade. Práticas sexuais homo, bi e hétero sempre existiram e sempre existirão, mas foi apenas quando uma identidade social foi inventada e atrelada a um tipo de desejo que o oposto dela pôde ser catalogado também. E dessas definições vieram os juízos de valor. Se uma coisa é a CERTA, a outra é inexoravelmente a ERRADA, e ninguém pode – em sã consciência – querer estar do lado torpe da comparação.
O erro, logicamente, está em transformar dados em uma identidade. É claro que essas “caixinhas” tem serventia política, quando é preciso falar em direitos, mas qualquer definição é pobre quando o assunto é diversidade. O mundo não é preto-e-branco, mas frequentemente cinza e em nosso caso, arco-íris. É legítimo que exista uma “cultura gay”, da mesma forma que existem várias subculturas no mainstream, como torcidas organizadas ou oceanógrafos… O problema é que a homossexualidade é definida por uma prática sexual, e tudo que envolve sexo esbarra no moralismo. É estigmatizado. É sujo.
Para que um homem tenha sua masculinidade reconhecida, para que lhe seja permitido carregar esse título, é preciso que não exista a “ameaça” da viadagem. A figura da “bicha” é abjeta, não tem lugar na sociedade. Quem não é hétero está automaticamente à margem, não importando suas qualidades ou defeitos, porque ser ou não ser heterossexual serve de “passe” para o trânsito social. Antes de qualquer ataque mais violento, a homofobia procura apagar o indivíduo LGBT. Acontece que isso acaba por destacá-lo pela exclusão, o que cria um espaço social definido e – que paradoxo – visível!
Nesse cenário, não é de espantar que tanta gente não se aceite. São gays invisíveis!
Ora, o “ideal de gay” é higienizado. Quando se pensa na “bichinha”, temos um exagero de efeminação e toda a carga negativa associada ao estereótipo. Quando se pensa no “gay limpinho”, temos um padrão “vendável” que envolve diversas áreas de consumo para reforçar um nicho, apontar o nosso lugar. Entretanto, esse lugar é sempre de exclusão. Somos sempre (des)viados: o gay que rejeita esse rótulo acaba em um limbo existencial entre hétero e homo que é – na verdade – um inferno!
É curioso que os seres humanos, tão evoluídos, sejam definidos pelo outro. É sempre o outro quem tem o poder de dizer quem ou o quê somos. Falamos em independência e valorizamos a individualidade, mas no fim das contas ainda somos classificados de acordo com regras muito certinhas, que ignoram completamente nossa autonomia.
Somos livres para nos chamar de gay ou de hétero. Ninguém escolhe seus desejos, mas a identificação cultural é uma escolha sim. Poderia perfeitamente me classificar como hétero e seguir pegando homem, que ninguém paga minhas e contas e nem tem nada com isso, mas essa liberdade simplesmente não me seria dada. Querendo ou não, “os outros” seguiriam me chamando de viado e me imputando uma identidade alienígena à minha vivência, e essa é a maior tristeza da homofobia internalizada.
Quando um homossexual não aceita sua condição – e estou falando de aceitação, não de gostar da Beyoncé ou se vestir de um jeito específico – acaba por se condenar a uma forma cruel de inexistência. Talvez ele até faça um esforço para ser incluído no “mundo hétero”, através de sua performance social – ativo, discreto, fora do meio? -, mas seguirá sempre como “a bicha responsa” que faz o grande favor de não incomodar com sua bichice, sem nunca ser tratada como um igual. E quando esse indivíduo rejeita seus iguais, acaba por receber o desprezo deles também.
Em um mundo que ainda exige que as pessoas se definam de alguma maneira, mesmo que apenas para simular alguma liberdade, a escolha de não pertencer ao grupo designado para você tem um preço. Não se é aceito nem lá, nem cá. Mais do que invisível, passa-se a ser inexistente.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

B.O. Vítima de homofobia desde a infância, professor denuncia tio por ameaça de morte.

Após ser vítima de homofobia, tentativa de agressão e ameaça de morte, o professor universitário Rodrigo Nascimento, de 35 anos, registrou nessa terça-feira (16) um boletim de ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia de Natal, Rio Grande do Norte.
O agressor: o próprio tio, que mora no mesmo terreno que ele.
De acordo com Rodrigo, tudo começou quando o tio viu que ele recebia um amigo e invadiu a sua casa nesse sábado (13). "Ele gritava que não queria macho aqui, que era uma falta de vergonha. Ele começou a gritar com a minha mãe e disse que ia me matar. Todos os vizinhos ouviram. Fez um escândalo e veio para cima de mim me bater", afirma ele, que disse ter sido salvo pelos demais familiares.
O professor alega que desde a infância recebe agressões verbais do tio e que em 2011 chegou a registrar o primeiro boletim de ocorrência contra ele. "Ele me batia enquanto me chamava de gay. O problema é generalizado. Já teve situação de ele tentar agredir outra pessoa só por ser homossexual. Ele é preconceituoso, não aceita diferenças, não sabe lidar com isso".
Os policiais civis estiveram na casa onde mora o tio para intimá-lo, mas ele não estava. "Eu não vou recuar. Não tenho motivos para recuar. Eu não imaginava que minha história teria uma repercussão tão grande, mas percebi que, em função de tantos casos trágicos de homofobia que estão acontecendo no nosso país, preciso levar a denúncia adiante e ir pra cima no sentido de lutar contra o preconceito", afirma.

Exigimos a PLC 122! Comunidade LGBT se une para pedir justiça pela morte de jovem gay.

Na última quarta-feira (10), João Antonio Donati, de 18 anos, foi encontrado morto em um terreno abandonado de Inhumas, região metropolitana de Goiânia. Na boca do jovem havia uma sacola plástica, possivelmente utilizada no assassinato, já que o jovem morreu asfixiado.
João era era homossexual, e a polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha sido motivado por homofobia. A imprensa chegou a noticiar que dentro da boca do rapaz havia um papel com a frase “vamos acabar com essa raça maldita”, fato que foi negado pelo delegado, Humberto Teófilo, que conduz as investigações.
Nas redes sociais, militantes da causa LGBT já organizaram uma série de protestos para exigir respostas das autoridades sobre o assassinato do rapaz e pedir a aprovação da lei que determina a criminalização da homofobia no País. A principal mobilização acontece no próximo sábado, no Largo do Arouche, em São Paulo.
“Este protesto é para você, João Antonio Donati, e para toda a sua família, amigos e conhecidos, que sofrem da sua perda prematura e de forma tão trágica e cruel. Este ato é uma resposta de todos os LGBTs de São Paulo, direcionada aos que são contra a Lei que criminaliza a #HomoLesboTransFobia. Exigimos, todos nós, LGBT’s (somos muitos e temos direitos), que a Lei PLC122/06 seja aprovada em Brasília no Congresso Nacional”, diz a descrição da página do evento no Facebook que já conta com mais de 7 mil confirmações.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Mais Uma Vítima de Homofobia

Wanderson Silva, de 17 anos, é mais uma vítima da homofobia. Ele foi encontrado nessa quarta-feira (17) em um matagal, em Bayeux, na Paraíba.
O jovem foi brutalmente espancado e levou um tiro na cabeça. Próximo ao corpo, estava um saco com o cabelo da vítima, que foi raspado.
Amigos e familiares declaram que o crime foi motivado por homofobia, uma vez que Wanderson era querido por todos da cidade e que não houve roubo.

Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o casamento homossexual foi legalizado em dezessete Estados (Califórnia, Connecticut, Delaware, Havaí, Illinois, Iowa, Maine, Maryland, Massachusetts, Minnesota, New Hampshire, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Rhode Island, Vermont, e Washington) e no distrito de Columbia. Uma decisão da Suprema Corte também permitiu, efetivamente, o casamento gay na Califórnia. Quatro Estados (Colorado, Nevada, Wisconsin e Oregon) admitem uma forma de união civil que confere os mesmos direitos assegurados pelo casamento. O restante dos estados americanos restringe o casamento a heterossexuais.

Os custos da homofobia para o desenvolvimento Na África, multiplicam-se os custos econômicos da discriminação aos gays

Como um homem gay que vive na Nigéria, meu maior desafio foi escolher entre minha sexualidade e meu trabalho.
Em 2004, estava no início da minha carreira de ator. Eu tinha acabado de sair da Universidade, e fui destaque em “Roses and Thorns” ("Rosas e Espinhos"), uma novela do horário nobre na Galaxy Television, uma das mais populares emissoras de TV da Nigéria. Estava fazendo o papel de "Richard", filho único de uma família rica que estava tendo um caso com a empregada da casa.
Fofocas rondavam minha vida privada, e decidi que era hora de “sair do armário”. Então concordei em participar de um programa de TV, o mais assistido da Nigéria, para discutir minha sexualidade.
Quase que imediatamente, meu personagem foi eliminado. E quando meu trabalho desapareceu, também desapareceu a minha segurança financeira. Como muitos gays e lésbicas na África, a minha escolha foi entre a liberdade econômica e a prisão mental.Este ano, Nigéria e Uganda promulgaram leis draconianas antigays, provocando um debate mundial sobre os direitos humanos. Este debate também teve início no Banco Mundial, cujo Presidente, Jim Yong Kim, declarou recentemente que "a discriminação institucionalizada é ruim para as pessoas e para as sociedades".
A declaração de Kim suscitou críticas e controvérsias. Muitas vezes, como em Uganda e Nigéria, ouvimos a alegação de que a oposição à discriminação oficial contra gays, lésbicas, bissexuais e transexuais (LGBT) é simplesmente uma maneira de impor os valores "ocidentais" na África. Mas isso pressupõe que a homossexualidade é "não-africana". E, apesar da ausência de provas que qualquer dado país ou continente não tenha pessoas LGBT (e ampla evidência ao contrário), é esta suposição que um número crescente de líderes africanos tem aceitado.
Em 2006, Olusegun Obasanjo, então presidente da Nigéria, foi um dos primeiros a fazê-lo. O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, seguiu o exemplo ao aprovar o projeto de lei anti-gay em 2014. Outros líderes, do presidente da Gâmbia, Yahya Jammeh, a Robert Mugabe, do Zimbabwe, têm seguido a mesma postura.
Essas atitudes oficiais causaram grande sofrimento para gays e lésbicas da África. De fato, o preço da homofobia para gays em muitos países africanos é dolorosamente evidente: penalidades legais, ostracismo social e justiça pelas próprias mãos.Mas é aqui que os líderes anti-gays na África perdem: as proteções jurídicas são não só uma questão de direitos humanos, mas também uma questão econômica. Kim está extremamente certo e uma pesquisa começou a medir os custos econômicos da homofobia através da exploração de conexões entre o sentimento anti-gay e a pobreza em países onde as leis e atitudes sociais condenam relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo.
M.V. Lee Badgett, economista da Universidade de Massachusetts-Amherst, apresentou os resultados iniciais de um estudo sobre as consequências econômicas da homofobia na Índia, em uma reunião do Banco Mundial em março de 2014. Badgett estimou que a economia indiana pode ter perdido até 23,1 bilhões em 2012 somente em custos diretos de saúde, devido à depressão, suicídio e desigualdades no tratamento do HIV causadas pela discriminação e o estigma contra os homossexuais.
Além de tais custos concretos, ser homossexual pode trazer violência, rejeição familiar, perda de emprego, assédio nas escolas e pressão por casamento. Como resultado, muitos homossexuais têm menos educação, menor produtividade, salário mais baixo, saúde mais precária e uma expectativa de vida menor.
Na Nigéria, iniciei o Projeto Independente para Direitos Iguais (Tiers, na sigla em inglês) em 2005 para dar resposta ao crescente número de pessoas que estavam perdendo seus empregos por causa de suspeitas sobre sua sexualidade. Durante nosso primeiro ano, apoiamos dezenas de pessoas. Um rapaz, "Olumide", recebeu uma moradia temporária depois que sua família o expulsou de casa por ser homossexual. Outro jovem, "Uche," foi demitido de seu emprego como chef, após sua sexualidade ter sido revelada. A Tiers o ajudou com acomodações e com capital para montar um negócio na área de alimentação. Após quase 10 anos, ainda não é seguro usar seus nomes verdadeiros.
Em toda a África, multiplicam-se os custos econômicos da discriminação, em consonância com a crescente pressão sobre os empregadores, proprietários, prestadores de serviços de saúde, instituições educacionais e outros para excluir as pessoas LGBT.
Hoje, o Banco Mundial e outras agências de desenvolvimento estão mapeando as prioridades de desenvolvimento global que irão acompanhar os objetivos de desenvolvimento do Milênio (MDGs), que termina oficialmente em 2015 e inclui metas específicas para promoção da igualdade de gênero e capacitação das mulheres como estratégia para o crescimento econômico. Olhando para o futuro, o Banco deve seguir a mesma abordagem de direitos LGBT e criar mecanismos de proteção legal para orientação sexual e identidade de gênero como condição para os países receberem empréstimos.
Promover o reconhecimento dos direitos da mulher nos objetivos do Milênio não corrompeu as culturas africanas, impondo valores “ocidentais". Na verdade, fortaleceu muitos países africanos, que agora lideram o mundo em representação de mulheres no governo. Adotando proteção semelhante para as pessoas LGBT, ajuda e investimento internacional podem melhorar o desempenho econômico e reforçar o respeito pelos direitos humanos fundamentais.
O Banco Mundial, sempre cauteloso ao enredar-se em questões "políticas", enfatiza que não é um elemento que impõe os direitos humanos de maneira global. Mas também cada vez mais reconhece o seu próprio papel como facilitador em ajudar seus acionistas a perceber suas obrigações em relação aos direitos humanos. Os direitos LGBT devem ser um teste.
Ajudar aos governos que permitem que grupos sociais específicos sejam levados ao ostracismo pode levar a custos econômicos muito reais.  À medida que novos empréstimos são considerados, devem ser tomadas ações para garantir que os benefícios sejam os mais inclusivos possíveis.

União homoafetiva Gaúchas que driblaram lesbofobia e se casaram afirmam: Só queremos ser felizes!

A tarde de sábado (13) foi a prova de que provocações, ameaças e até incêndios não devem intimidar na luta pelos direitos LGBTs. Prova disso é que, contrariando os homofóbicos, Solange Ramires e Sabriny Benitez selaram, sim, a união homoafetiva em Santana do Livramento, no Rio Grande do Sul.
Desde que anunciaram formar o primeiro casal entre pessoas do mesmo sexo a participar de um casamento coletivo - ao lado de 28 casais heterossexuais - do Centro de Tradições Gaúchas (CTG), elas foram constantemente ameaçadas.
Na última quinta-feira (11) o barracão onde aconteceria a cerimônia foi incendiado por um ataque homofóbico . Como não houve tempo de recuperar o espaço, a cerimônia ocorreu no fórum da cidade.
Apesar de serem apenas um dos casais a oficializarem a união, Solange e Sabriny foram bastante aplaudidas quando chegaram. Enquanto a primeira esteve com vestido de noiva clássico e Sabriny foi de smoking e sapato clássico.
No altar, uma bandeira do arco-íris, que simboliza a diversidade sexual e de gênero, foi estendida na mesa onde os noivos trocaram as alianças. "Queremos agora é ser feliz", declarou Sabriny sobre a união celebrada.
Para evitar novos ataques, foi montado um esquema de segurança pela Brigada Militar gaúcha e apenas os noivos e familiares tiveram acesso à rua Barão do Triunfo, onde fica a sede do judiciário. A juíza Carine Labres, que teve e iniciativa de incluir o casal formado por mulheres, também teve proteção 24 horas desde quinta-feira.
A Polícia Civil já identificou quatro suspeitos de terem ateado fogo no CTG.

Recurso extraordinário Em decisão inédita, STF reconhece relevância do direito ao nome e sexo de transexuais.

Recentemente, o Plenário do Supremo Tribunal Federal - equivalente brasileiro à Suprema Corte dos Estados Unidos - se manifestou no sentido de que há repercussão geral em recurso extraordinário a respeito da mudança de nome e sexo de transexual.
Isso significa que a Corte analisará o recurso, pois o que está em jogo é algo muito importante para a sociedade, que é do interesse de outras pessoas e não apenas um problema individual.
O recurso extraordinário de número 670.422 teve origem no Rio Grande do Sul, onde uma transexual havia ingressado com ação na Justiça para mudar de nome e sexo, tendo obtido apenas a mudança de nome pois, de acordo com o juiz do caso, para mudar de sexo ela teria que se submeter à cirurgia de transgenitalização.
No recurso para o Tribunal estadual gaúcho, a sentença de primeiro grau foi mantida sob o fundamento de que transexuais, ainda que com a cirurgia, não são mulheres, motivo pelo qual foi determinado que na certidão de nascimento da autora constasse "transexual".
As decisões de primeira e segunda instância estão de acordo com o posicionamento da maioria dos juízes brasileiros, que às vezes até permitem a mudança de nome sem cirurgia, mas não a mudança do sexo. Isso não significa, porém, que os juízes não poderiam ter decidido diferente, de forma mais sensível e informada com a realidade vivida por travestis e transexuais, que é muito mais complexa e não se resume à realização da cirurgia.
Por isso, e inconformada com a decisão do Tribunal do Rio Grande do Sul, a autora levou o processo até Brasília, para que o mesmo seja analisado pelo Supremo Tribunal Federal, que viu "repercussão geral" no recurso. E o que isso significa? Significa que a decisão dos ministros sobre o caso influenciará todas as demais ações em tramitação no Brasil que versam sobre mudança de nome e sexo de transexuais no registro civil.
Isso pode ser muito bom ou um pouco ruim. Se os ministros entenderem que a cirurgia é necessária para a mudança de sexo, isso pode ser usado pelas justiças estaduais para negar os pleitos de transexuais. Por outro lado, se os ministros entenderem que a cirurgia não é necessária para a mudança de sexo, isso confere a transexuais o direito a exigir o mesmo posicionamento dos juízes responsáveis por seus processos.
Perder o julgamento do RE 670.422 pode retardar o avanço da luta de travestis e transexuais pelo direito à identidade de gênero, mas não significa que os juízes necessariamente seguirão o entendimento do STF. Afinal, não existe uma parte contrária nos processos de mudança de nome e sexo no registro cobrando isso dos magistrados. (O Ministério Público, que é um órgão que fiscaliza o cumprimento da lei no decorrer do processo, não pode ser considerado "parte contrária".) Ganhar o RE 670.422, no entanto, daria a travestis e transexuais o direito de exigir o respeito a identidade de gênero, independente de cirurgia, e isso seria um avanço inédito.
Ainda que o Direito no Brasil seja diferente do Direito nos Estados Unidos, em que precedentes têm peso de lei, aqui há mecanismos jurídicos para transexuais exigirem, em seus processos individuais, o cumprimento de eventual decisão progressista do STF no RE 670.422, como a reclamação constitucional.
Acredito até que há motivo para esperarmos uma decisão progressista do Supremo Tribunal, pois, nos últimos dois anos, cada vez mais têm surgido decisões extremamente favoráveis ao pleito de travestis e transexuais, mesmo que não operadas, pela mudança de nome e sexo no registro civil.
É, aliás, mais provável que o STF opte por trazer avanços nesta seara por meio de um recurso extraordinário - que não causa tanto barulho na mídia - que por meio da ADI n. 4275 - que chamaria mais atenção da mídia.
Desde 2011, com o reconhecimento das uniões estáveis homossexuais, o Tribunal tem estado sob fortes críticas de muitos setores da sociedade (até de alguns progressistas) pelo que seria um suposto "excesso" de intromissão em questões que deveriam ser decididas pelo Congresso Nacional, como a descriminalização do aborto. Por isso, os ministros talvez optem por garantir o direito à identidade de gênero de forma mais discreta e paulatina. Quem sabe, o julgamento do RE 670.422 prepare o terreno para um futuro julgamento favorável da ADI 4275.

Estão dizendo por aí... Jogador é cortado da seleção brasileira e boatos sobre caso gay ganham força.

O lateral-direito Maicon (direita) de foi cortado da seleção brasileira no domingo (7). E a demora da CBF em explicar as motivações gerou o comentário de que o atleta foi excluído do time porque mantinha um caso com o volante Elias.
Mesmo após o repórter da Band, Fernando Fernandes, alegar que o motivo foi "indisciplina", os comentários só cresceram. E davam conta de que eles foram flagrados em relação gay.
Elias, que continua na seleção e é casado, afirmou que inicialmente riu das fofocas, mas que a repercussão mundial vai motivá-lo a processar os autores do boato. "É muito ruim pessoas acreditarem em uma bobagem dessas".
O jogador afirma que "não é contra homossexual, mas que não é um". "Fiquei surpreso com a repercussão, dei risada, minha mulher também não deu muita bola. Mas as coisas tomaram uma proporção que vou ter que agir. Porque se tivesse outra forma, você sabe como iria terminar".
Ele continua: "Essas pessoas que falaram besteira vão ter que pagar, porque eu vou entrar com ação".
O site de humor "Olé do Brasil" se responsabilizou pelo boato da rede. Em nota, eles pediram desculpas e disseram que "não se trata de um veículo de comunicação, mas de um blog de entretenimento feito por amigos" e que a intenção não foi prejudicar ninguém.

Discriminatório Candidatos do PSB chamam LGBTs de doentes mentais, e Marina Silva repudia material.

O material de campanha dos candidatos a deputado federal Ezequiel Teixeira e deputado federal Édino Fonseca, do PSB - Rio de Janeiro - chocou quem acredita nos direitos humanos e é a favor da causa LGBT.
Com uma revista de 24 páginas, eles classificaram a comunidade formada por lésbicas, gays, bissexuais e trans de anticristo e doentes mentais, e ainda condenaram a criminalização da homofobia.
Nas páginas, eles afirmam ter o direito de demitir uma babá ao descobrirem que ela é lésbica e afastar ou expulsar um integrante que seja gay. "A criminalização da homofobia é uma perseguição às famílias e aos seguidores religiosos", diz o texto.
O material ainda levanta questões inverídicas e jamais discutidas pelos movimentos em prol da diversidade sexual e de identidade de gênero, como a vontade de praticar sexo dentro das igrejas e associação da homossexualidade com pedofilia.
Ao tomar conhecimento do material, que usa a sua imagem, a candidata à presidência Marina Silva manifestou repúdio e chamou o material de "criminoso", de "cunho homofóbico", "amplamente discriminatório" e disse que sua imagem foi utilizada de forma indevida.
"A Coligação vai acionar a Justiça para a busca e apreensão, bem como proibição de distribuição do material, que estimula o ódio e a violência contra pautas diferenciadas dos movimentos feminista e negro (...) Não podemos mais permitir que a dignidade das minorias sexuais continue sendo violada em nome do preconceito. É preciso olhar com respeito os grupos hoje discriminado", informa o comunicado.
Veja parte do material:

Discurso inflamado Vereador sugere que homossexuais sejam colocados em uma ilha.

O vereador Sérgio Nogueira (PSB), da cidade de Dourados (MS), fez discurso inflamado na Câmara local nesta segunda-feira (15) e propôs que os homossexuais fossem colocados todos em uma ilha por 50 anos. As informações são da rádio 94FM Dourados.
"Não podemos passar a ideia de que o anormal é normal. Bota (sic) as pessoas que pensam assim numa ilha por 50 anos. Coloca essas pessoas numa ilha e depois de 50 anos volta para ver; não vai ter mais ninguém”, afirmou ele em seu discurso. Na sequência, Nogueira afirmou não ser homofóbico.
O vereador iniciou seu discurso por conta de um convite para que assistisse palestras contra a homofobia que a Secretaria Municipal de Assistência Social organiza. Ele é presidente da Comissão de Assistência Social da Câmara

Oi? Após defender casamento gay, Snoop Dogg publica mensagem homofóbica.

Coerência é uma característica que nem todo mundo tem. Snoop Dogg provou isso na manhã desta segunda-feira (15).
Tudo porque, depois de dizer ser a favor do casamento gay, ele publicou uma mensagem homofóbica em seu Instagram.
O rapper repostou uma foto de outro internauta com o namorado na cama, esbravejou e o chamou de "Fag" (algo como bicha, em inglês).
"Você e seu namorado, já que gostam de aparecer na minha página desrespeitando, vai chupar o seu homem e cai fora, BICHA", escreveu ele, removendo a foto logo em seguida.
Mas é claro que os internautas deram print e criticaram a postura do rapper. Outros, por sua vez, até apoiaram o post com teor homofóbico de Snopp.
O artista ainda não se manifestou e nem se explicou sobre a postagem. Porém, anteriormente, ele já havia afirmado que gays não são tão bem aceitos no rap e que o rapper gay Frank Ocean, que é assumidíssimo, não é um rapper, mas um cantor.